sábado, 6 de junho de 2015

 Carlos Drummond de Andrade
"Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E, então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome… auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra as minhas verdades.
Hoje sei que isso é… autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de… amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… respeito.

Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… pessoas, tarefas, crenças, tudo e qualquer coisa que me deixasse para baixo. De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama… amor -próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos vezes.
Hoje descobri a… humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar muito com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é… plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Tudo isso é…. saber viver!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.” 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013


Cirurgia de lipoaspiração?


Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é a saúde e outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é a auto-imagem. Religião é a dieta. Fé, só na estética. Ritual é a malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo e sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer não. Estria é caso de policia. Celulite é falta de educação e mal-caráter bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem, imagem, estática, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.
Não importa o outro, o coletivo. Jovens não têm mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber na roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal mas...
Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulimicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser.
Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. 
Que o mundo mude.
Que eu me acalme. Que o amor sobreviva.
“CUIDE BEM DO SEU AMOR, SEJA ELE QUEM FOR.”
Herbert Vianna
Cantor e Compositor

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Este é o resumo da Doutrina Espírita



“Deus é eterno, imutável, imaterial, único, todo-poderoso, soberanamente justo e bom.”

“Criou o universo, que compreende todos os seres animados e inanimados, materiais e imateriais.”

“Os seres materiais constituem o mundo visível ou corporal; os seres imateriais, o mundo invisível ou espírita, ou seja, dos Espíritos.”

“O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistindo e sobrevivendo a tudo.”

“O mundo corporal é apenas secundário, poderia deixar de existir ou nunca ter existido, sem alterar a essência do mundo espírita.”

“Os Espíritos vestem temporariamente um corpo material perecível, cuja destruição pela morte lhes devolve a liberdade.”

“Entre as diferentes espécies de seres corporais, Deus escolheu a espécie humana para a encarnação dos Espíritos que atingiram um certo grau de desenvolvimento, o que lhe dá a superioridade moral e intelectual sobre os outros.”

“A alma é um Espírito encarnado, sendo o corpo apenas o seu envoltório.”

“Há três coisas no homem: 
1ª) o corpo ou ser material semelhante ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital; 
2ª) a alma ou ser imaterial, Espírito encarnado no corpo; 
3ª) o laço que une a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito.
“Assim, o homem tem duas naturezas: pelo corpo participa da natureza dos animais, dos quais tem os instintos; pela alma participa da natureza dos Espíritos.”

“O laço ou perispírito que une o corpo e o Espírito é uma espécie de envoltório semi material. A morte é a destruição do envoltório mais grosseiro. O Espírito conserva o segundo, que constitui para ele um corpo etéreo, invisível para nós no estado normal, mas que pode tornar-se algumas vezes visível e mesmo tangível, como ocorre no fenômeno das aparições.”

“O Espírito não é, portanto, um ser abstrato, indefinido, que somente o pensamento pode conceber; é um ser real, definido, que, em alguns casos, pode ser reconhecido, avaliado pelos sentidos da visão, da audição e do tato.”

“Os Espíritos pertencem a diferentes classes e não são iguais em poder, inteligência, saber e nem em moralidade. Os da primeira ordem são os Espíritos superiores, que se distinguem dos outros por sua perfeição, seus conhecimentos, sua proximidade de Deus, pela pureza de seus sentimentos e seu amor ao bem: são os anjos ou Espíritos puros. Os das outras classes não atingiram ainda essa perfeição; os das classes inferiores são inclinados à maioria das nossas paixões: ao ódio, à inveja, ao ciúme, ao orgulho, etc. Eles se satisfazem no mal; entre eles há os que não são nem muito bons nem muito maus, são mais trapaceiros e importunos do que maus, a malícia e a irresponsabilidade parecem ser sua diversão: são os Espíritos desajuizados ou levianos.”

“Os Espíritos não pertencem perpetuamente à mesma ordem. Todos melhoram ao passar pelos diferentes graus da hierarquia espírita. Esse progresso ocorre pela encarnação, que é imposta a alguns como expiação e a outros como missão. A vida material é uma prova que devem suportar várias vezes, até que tenham atingido a perfeição absoluta. É uma espécie de exame severo ou de depuração, de onde saem mais ou menos purificados.”

“Ao deixar o corpo, a alma retorna ao mundo dos Espíritos, de onde havia saído, para recomeçar uma nova existência material, depois de um período mais ou menos longo, durante o qual permanece no estado de Espírito errante.”

“O Espírito deve passar por várias encarnações. Disso resulta que todos nós tivemos muitas existências e que ainda teremos outras que, aos poucos, nos aperfeiçoarão, seja na Terra, seja em outros mundos.”

“A encarnação dos Espíritos se dá sempre na espécie humana; seria um erro acreditar que a alma ou o Espírito pudesse encarnar no corpo de um animal*.”

“As diferentes existências corporais do Espírito são sempre progressivas e o Espírito nunca retrocede, mas o tempo necessário para progredir depende dos esforços de cada um para chegar à perfeição.”

“As qualidades da alma, isto é, as qualidades morais, são as do Espírito que está encarnado em nós; desse modo, o homem de bem é a encarnação do bom Espírito, e o homem perverso a de um Espírito impuro.”

“A alma tinha sua individualidade antes de sua encarnação e a conserva depois que se separa do corpo.”

“Na sua reentrada no mundo dos Espíritos, a alma reencontra todos aqueles que conheceu na Terra e todas as suas existências anteriores desfilam na sua memória com a lembrança de todo o bem e de todo o mal que fez.”

“O Espírito, quando encarnado, está sob a influência da matéria. O homem que supera essa influência pela elevação e pela depuração de sua alma aproxima-se dos bons Espíritos, com os quais estará um dia. Aquele que se deixa dominar pelas más paixões e coloca todas as alegrias da sua existência na satisfação dos apetites grosseiros se aproxima dos Espíritos impuros, porque nele predomina a natureza animal.”

“Os Espíritos encarnados habitam os diferentes globos do universo.”

“Os Espíritos não encarnados ou errantes não ocupam uma região determinada e localizada, estão por todos os lugares no espaço e ao nosso lado, vendo-nos numa presença contínua. É toda uma população invisível que se agita ao nosso redor.”

“Os Espíritos exercem sobre o mundo moral e o mundo físico uma ação incessante. Eles agem sobre a matéria e o pensamento e constituem uma das forças da natureza, causa determinante de uma multidão de fenômenos até agora inexplicável ou mal explicada e que apenas encontram esclarecimento racional no Espiritismo.”

“As relações dos Espíritos com os homens são constantes. Os bons Espíritos nos atraem e estimulam para o bem, sustentando-nos nas provações da vida e ajudando-nos a suportá-las com coragem e resignação. Os maus nos sugestionam para o mal; é um prazer para eles nos ver fracassar e nos assemelharmos a eles.”

“As comunicações dos Espíritos com os homens são ocultas ou ostensivas. As comunicações ocultas ocorrem pela influência boa ou má que exercem sobre nós sem o sabermos; cabe ao nosso julgamento discernir as boas das más inspirações. As comunicações ostensivas ocorrem por meio da escrita, da palavra ou outras manifestações materiais, muitas vezes por médiuns que lhes servem de instrumento.”

“Os Espíritos se manifestam espontaneamente ou por evocação. Podem-se evocar todos os Espíritos, tanto aqueles que animaram homens simples como os de personagens mais ilustres, qualquer que seja a época em que viveram, os de nossos parentes, amigos ou inimigos, e com isso obter, por meio das comunicações escritas ou verbais, conselhos, ensinamentos sobre sua situação depois da morte, seus pensamentos a nosso respeito, assim como as revelações que lhes são permitidas nos fazer.”

“Os Espíritos são atraídos em razão de sua simpatia pela natureza moral do ambiente em que são evocados. Os Espíritos superiores se satisfazem com reuniões sérias em que dominam o amor pelo bem e

o desejo sincero de receber instrução e aperfeiçoamento. A sua presença afasta os Espíritos inferiores que, caso contrário, encontrariam aí livre acesso e poderiam agir com toda a liberdade entre as pessoas levianas ou guiadas somente pela curiosidade. Em todos os lugares onde se encontram maus instintos, longe de obter bons conselhos, ensinamentos úteis, devem-se esperar apenas futilidades, mentiras, gracejos de mau gosto ou mistificações, visto que, freqüentemente, eles tomam emprestado nomes veneráveis para melhor induzir ao erro.”

“Distinguir os bons dos maus Espíritos é extremamente fácil. A linguagem dos Espíritos superiores é constantemente digna, nobre, repleta da mais alta moralidade, livre de toda paixão inferior; seus conselhos exaltam a sabedoria mais pura e sempre têm por objetivo nosso aperfeiçoamento e o bem da humanidade. A linguagem dos Espíritos inferiores, ao contrário, é inconseqüente, muitas vezes banal e até mesmo grosseira; se por vezes dizem coisas boas e verdadeiras, dizem na maioria das vezes coisas falsas e absurdas por malícia ou por ignorância. Zombam da credulidade e se divertem à custa daqueles que os interrogam ao incentivar a vaidade, alimentando seus desejos com falsas esperanças. Em resumo, as comunicações sérias, no verdadeiro sentido da palavra, apenas acontecem nos centros sérios, cujos membros estão unidos por uma íntima comunhão de pensamentos, visando ao bem.”

“A moral dos Espíritos superiores se resume, como a de Cristo, neste ensinamento evangélico: ‘Fazer aos outros o que quereríamos que os outros nos fizessem’, ou seja, fazer o bem e não o mal. O homem encontra neste princípio a regra universal de conduta, mesmo para as suas menores ações.”

“Eles nos ensinam que o egoísmo, o orgulho e a sensualidade são paixões que nos aproximam da natureza animal, prendendo-nos à matéria; que o homem que se desliga da matéria já neste mundo, desprezando as futilidades mundanas e amando o próximo, se aproxima da natureza espiritual; que cada um de nós deve se tornar útil segundo as capacidades e os meios que Deus nos colocou nas mãos para nos provar; que o forte e o poderoso devem apoio e proteção ao fraco, pois aquele que abusa de sua força e de seu poder para oprimir seu semelhante transgride a Lei de Deus. Enfim, ensinam que no mundo dos Espíritos nada pode ser escondido, o hipócrita será desmascarado e todas as suas baixezas descobertas; que a presença inevitável, em todos os instantes, daqueles com quem agimos mal é um dos castigos que nos estão reservados; que ao estado de inferioridade e de superioridade dos Espíritos equivalem punições e prazeres que desconhecemos na Terra.”

“Mas também nos ensinam que não há faltas imperdoáveis que não possam ser apagadas pela expiação. Pela reencarnação, nas sucessivas existências, mediante os seus esforços e desejos de melhoria no caminho do progresso, o homem avança sempre e alcança a perfeição, que é a sua destinação final.”

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013




O que temos visto por ai???
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes. Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plasticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas???
Chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.
E não é só sexo não! Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida? Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama... Sexo de academia.
Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos, sem se preocuparem com as posições cabalisticas.
Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!".
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza".
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos.
Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário... Pra chegar a escrever essas bobagens? (Mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, familias preconceituosas.
Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...
Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado. "Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...
Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...
Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem haver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida. E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois... Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?
Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?"
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado.
O que realmente, não dá é para continuarmos achando que viver é out ou in.
Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na Playboy e nos banheiros. Eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos, gostamos sim de olhar e imaginar a gostosa, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.
Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".
Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: "Amo você", "fica comigo"... Então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!
Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!

(Arnaldo Jabor)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012


Sábia ponderação...



Amir e Farid eram dois mercadores árabes muito amigos. Sempre viajavam juntos, cada qual com seus camelos, mercadorias, escravos e empregados.
Numa das viagens em que o calor se apresentava abrasador, pararam às margens de um grande rio. Farid resolveu tomar um banho e para isso mergulhou nas águas caudalosas. Fosse porque se distraísse ou porque não se apercebesse, acabou sendo arrastado pela correnteza do rio. Amir, pressentindo o risco que corria o amigo, atirou-se no rio e o salvou, embora com esforço. Muito agradecido, Farid chamou um dos seus escravos e lhe ordenou que escrevesse numa pedra próxima, em letras grandes e profundas: "aqui, com risco de perder sua própria vida, Amir salvou o seu amigo Farid."
A viagem prosseguiu. Os negócios se realizaram e no retorno, pararam no mesmo local para um descanso rápido. Começando a conversar, iniciaram uma discussão por divergência de opiniões. Com os ânimos acirrados, Amir esbofeteou Farid. 
Então Farid se aproximou da margem do rio, escolheu uma pequena vara e escreveu na areia: "aqui, por motivos tolos, Amir esbofeteou Farid."
O escravo que escrevera na rocha a frase anterior, ficou intrigado e perguntou: "senhor, quando fostes salvo, mandastes gravar o feito numa pedra. Agora escreveis na areia a ofensa recebida. Por que agis assim?"
Farid largou a vara , olhou o escravo e respondeu: "os atos de bondade, de amor e de abnegação devem ser gravados na rocha para que todos os que tiverem oportunidade de tomar conhecimento deles, procurem imitá-los. Porém, quando recebermos uma ofensa, devemos escrevê-la na areia, bem perto das águas, para que seja por elas levada. Assim procedendo, ninguém tomará conhecimento dela. E, acima de tudo, para que qualquer mágoa desapareça de pronto do nosso coração."

Sábia ponderação de Farid. Agíssemos todos desta forma e menos ódio e malquerenças haveriam sobre a terra. A gratidão seria a nota constante nos relacionamentos humanos e ninguém esqueceria o bem recebido. Igualmente, os gestos de bondade se espalhariam, pois seriam causa de imitação por muitos.  
Em contrapartida, menos doenças e indisposições seriam geradas pelos homens, pois não alimentando mágoa, nem rancores, viveriam mais serenamente, o que equivale a menos propensão a enfermidades. A mágoa é sempre geratriz de infortúnios para si e de infelicidade para os outros.
Você sabia que foi por ser o mais sábio terapeuta que Jesus recomendou que pagássemos o mal com o bem e perdo
ássemos aos inimigos?
Isto porque o bem felicita sempre aquele que o pratica.

Fonte: “Correio fraterno”

As missões mais grandiosas que Deus confia aos homens...
Muitas obras já foram escritas a respeito do ódio entre pessoas, famílias ou comunidades.
A literatura celebrizou romances como Romeu e Julieta. A tragédia de um amor com o pano de fundo do ódio de duas famílias.
As telas cinematográficas e as novelas da televisão vitalizam, com cores muito vivas, dramas em que o ódio passa de geração a geração.
O que quer dizer que a criança, ao nascer, passa a ser alimentada com a informação da necessidade de odiar aquele ou aqueles que seus avós e pais odeiam.
Apesar de vivermos o início do Terceiro Milênio, tais fatos não se passam somente nos teatros, filmes ou novelas.
Observa-se que, no cotidiano, existe muito ódio sendo alimentado e transmitido de pai para filho.
Não é de se estranhar, assim, que haja tanta guerra, desentendimento, discórdia entre os povos. Pois tudo vem do berço.
Desde a gestação, o Espírito que anima o corpo do bebê em formação passa a ser sufocado com as emanações do ódio de que se nutrem os familiares. Pai e mãe em especial.
Seria tão mais digno dos que nos dizemos cristãos que, se não conseguimos perdoar o desafeto, não repassássemos aos nossos filhos tal problema.
Se a problemática é nossa, nós a devemos resolver e jamais passá-la adiante. Mesmo porque, na sequência do tempo, o que era motivo de ódio mortal se dilui.
Por vezes, até os que dizem odiar não recordam com exatidão porque assim procedem. E se desculpam dizendo que são motivos graves, de épocas anteriores à sua, que a questão é familiar, etc.
Recentemente, pudemos observar um caso que nos emocionou.

" Um jovem de família abastada, casou-se com uma jovem pobre e sem nome de família expressivo.
Contrariada, a mãe do rapaz o deserdou e ele partiu para outras paragens para refazer sua vida.
Construiu seu lar sobre bases de honestidade e trabalho e repassou tais valores para sua filha. Morrendo muito jovem, deixou a viúva com poucos recursos.
Ela, por sua vez, não se intimidou. Trabalhou e educou a filha.Certo dia, a avó as procurou desejando ver a neta. Receosa, temia que a nora houvesse envenenado a menina contra ela. Qual não foi sua surpresa ao ser abraçada pela neta de oito anos, e ouvir da sua boca:
-Vovó, que bom que a senhora veio! Queria tanto conhecer você. Minha mãe sempre diz que a senhora é uma pessoa muito boa, como meu pai.
Durante anos, a mãe simplesmente passara para a garota a lição do amor, consciente de que as questões que diziam respeito a ela e seu marido não deveriam prosseguir no tempo.
A lição de amor comoveu a velha avó, que retornou ao seu lar após a visita, para repensar a própria atitude.
Os pais são responsáveis
pelos Espíritos que lhes nascem como filhos.
Assim, se eles vierem a falir, por culpa dos pais, esses terão que prestar contas a Deus.
A maternidade e a paternidade são das missões mais grandiosas que Deus confia aos homens.
Por isso vale a pena empregar todos os esforços para 

merecer a confiança do Criador.
(Texto retirado de "Momento Espirita")


sábado, 1 de setembro de 2012

DISCÍPULO DA VIDA



Quando o grande místico  Sufi Hasan estava morrendo, um dos seus discípulos perguntou:

- Mestre, quem foi o teu mestre?

- Eu tive centenas de mestres – foi a resposta.- Se tivesse que dizer o nome de todos eles, levaria meses, talvez anos, e mesmo assim ainda terminaria esquecendo alguns.

- Entretanto, não houve algum deles que marcou mais que outros?

Hassan pensou por um minuto, e disse:

- Na verdade, existiram três pessoas que me ensinaram coisas muito importantes.

“O primeiro foi um ladrão. Certa vez eu estava perdido no deserto, e só consegui chegar em casa muito tarde da noite. Havia deixado minha chave com o vizinho, mas não tinha coragem de acorda-lo aquela hora. Finalmente encontrei um homem, pedi ajuda, e ele abriu a fechadura num piscar de olhos.

“Fiquei muito impressionado, e implorei que me ensinasse a fazer aquilo. Ele me disse que vivia de roubar as outras pessoas, mas eu estava tão agradecido que convidei-o para dormir em minha casa.

“Ele ficou comigo por um mês. Toda noite saía e comentava: “Estou indo trabalhar; continue sua meditação e reze bastante.” Quando voltava, eu perguntava sempre se tinha conseguido alguma coisa. Ele invariavelmente me respondia: “Não consegui nada esta noite. Mas, se Deus quiser, amanhã tentarei de novo.”

“Era um homem contente, e nunca o vi ficar desesperado com a falta de resultados. Durante grande parte da minha vida, quando eu meditava e meditava sem que nada acontecesse, sem conseguir meu contacto com Deus, eu me lembrava das palavras do ladrão – “não consegui nada esta noite, mas, se Deus quiser, amanhã tentarei de novo”. Isso me deu forças para seguir adiante.

- Quem foi a segunda pessoa?

- Foi um cachorro. Eu estava indo em direção ao rio, para beber um pouco de água, quando o cachorro apareceu. Ele também estava com sede. Mas, quando chegou perto da água, viu outro cachorro ali – que não era mais que sua própria imagem refletida.

“Ficou com medo, afastou-se, latiu, fez tudo para que afastar o outro cachorro. Nada aconteceu, é claro. Finalmente, porque sua sede era imensa, resolveu enfrentar a situação e atirou-se dentro do rio; neste momento a imagem sumiu.

Hassan deu uma pausa, e continuou:

- Finalmente, meu terceiro mestre foi uma criança. Ela caminhava em direção à mesquita, com uma vela acesa na mão. Eu perguntei: “Você mesmo acendeu esta vela?” O garoto disse que sim. Como fico preocupado com crianças brincando com chamas, insisti: “Menino, houve um momento em que esta vela esteve apagada. Voce poderia me dizer de onde veio o fogo que a ilumina?”

“O garoto riu, apagou a vela, e me perguntou de volta: “E o senhor, pode me dizer para onde foi o fogo que estava aqui?”

“Neste momento eu entendi o quão estúpido sempre tinha sido. Quem acende a chama da sabedoria? Para onde ela vai? Compreendi que, igual aquela vela, o homem carrega por certos momentos no seu coração o fogo sagrado, mas nunca sabe onde ele foi aceso. A partir daí, comecei a comungar com tudo que me cercava – nuvens, arvores, rios e florestas, homens e mulheres. Tive milhares de mestres a minha vida inteira. Passei a confiar que a chama sempre estaria brilhando quando dela precisasse; fui um discípulo da vida, e ainda continuo sendo. Consegui aprender a aprender com as coisas mais simples e mais inesperadas, como as histórias que os pais contam para os seus filhos.

(Belo conto, pertencente à tradição mística do Islã; Trecho do livro "Historias Para, Pais, Filhos e Netos" Paulo Coelho)

sábado, 25 de agosto de 2012

Nós também fazemos diferença...

‎"Tem gente que entra na nossa vida de forma providencial e se encaixa naquela história que gosto de imaginar: surpresas que Deus embrulha pra presente e nos envia no anonimato. Surpresas que só sabemos de onde vêm porque chegam com o cheiro dele no papel. Acho maravilhoso perceber o quanto algumas vidas interagem com a nossa de um jeito tão mágico e bonito.

Nós também fazemos diferença para muita gente. Não estamos isolados nos nossos corpos como muitas vezes sentimos ou, por medo, talvez preferíssemos. Nossos gestos afetam outras tantas pessoas, conhecidas ou não. Fazemos parte de uma rede tecida por fios sutis de interdependência. Agora, neste instante, existem vidas sendo tocadas, de formas até inimagináveis, pela sua, pela minha. Toda vida é muita vida: ela e tudo o que abraça com os seus longos braços de energia. Se fazemos diferença, que seja com amor. É ele, sempre ele, que faz a diferença mais linda."
(parte do texto de Ana Jácomo em www.facebook.com/pages/Fonte-Eterna)

sábado, 4 de agosto de 2012

CARTA A UM AMIGO NA TERRA


                                                 Caro companheiro
Compreendo. Você quer saber algo de sua verdadeira situação na Terra.
Quando a pessoa entra nessa grande colônia de tratamento e cura que é a Terra, é convenientemente tratada.
A memória deve funcionar na dose justa, isso é natural.
A permanência aí poderá ser longa e, por isso mesmo, certas medidas se recomendam em favor dos beneficiários.
Atende às instruções desse internato e não se preocupe, em demasia, com os problemas que não lhe digam respeito.
Não se prenda aos seus apetrechos de uso e nem acumule utilidades que deixará
inevitavelmente, quando as autoridades observarem você no ponto de retorno.
Se algum colega de vivência estima criar casos, esqueça isso. Não vale a pena
incomodar-se . 
Ninguém ou quase ninguém passa pela Terra sem dificuldades por superar.
Viva alegre, com a sua consciência tranquila.
Em se achando numa estância de refazimento, é aconselhável manter-se fiel à tarefa que a administração lhe confie.
Procure ser útil, deixando o seu lugar tão melhorado quanto possível, para alguém que aí chegue depois.
Quanto ao mais, considere você e os demais companheiros de convivência e necessidade simplesmente acampados, unidos numa instituição de tratamento oportuno e feliz.
Na Terra você consegue dormir mais tempo, distrair-se na sua faixa temporária de
esquecimento terapêutico, deliciar-se com excelente alimentação, compartilhar de vários jogos e ensaiar muita atividade nobre para o futuro.
Aproveite.  A oportinidade é das melhores.
Descanse e reajuste as próprias forças. 
O trabalho pra você só será serviço mesmo, quando você deixar o seu uniforme  carnal  no vestiário da morte, podendo assim, regressar.

                                                                                                André Luiz

( trecho do livro "Vida em Vida" psic. de Chico Xavier )

domingo, 15 de julho de 2012

Neste 15 de julho...

 


DIA EM QUE NASCI HÁ 47 ANOS ATRÁS...
MINHAS ESPERANÇAS ACORDARAM COMIGO...
ESPERO QUE O MUNDO MELHORE!
ESPERO QUE AS PESSOAS SEJAM MAIS SINCÉRAS!
ESPERO QUE A AMIZADE ENTRE AS PESSOAS SEJA DESINTERESSADA!
ESPERO VER TODAS AS PESSOAS CONTENTES COM O QUE POSSUEM!
ESPERO SER QUERIDA POR SER E NÃO POR TER!
ESPERO CONTINUAR VIVENDO NA SIMPLICIDADE DOS MEUS SENTIMENTOS!
ESPERO NÃO MAIS CHORAR DE DECEPÇÃO!
ESPERO SER ÚTIL À HUMANIDADE!
ESPERO VIVER COM DIGNIDADE ATÉ O ÚLTIMO DIA DA MINHA EXISTÊNCIA!
ESPERO VOLTAR AO LAR DA ESPIRITUALIDADE, CARREGANDO COMIGO APENAS O QUE REALIZEI DE BOM, POIS SERÁ ISSO QUE ME FARÁ SER VERDADEIRAMENTE UMA FILHA DE DEUS!

terça-feira, 10 de julho de 2012

AMIZADE É...


A amizade é o sentimento que imanta as almas umas às outras, gerando alegria e bem-estar.
A amizade é suave expressão do ser humano que necessita intercambiar as forças da emoção sob os estímulos do entendimento fraternal.
Inspiradora de coragem e de abnegação. A amizade enfloresce as almas, abençoando-as com resistências para as lutas.
Há, no mundo moderno, muita falta de amizade! 

O egoísmo afasta as pessoas e as isola.
A amizade as aproxima e irmana. O medo agride as almas e infelicita. A amizade apazigua e alegra os indivíduos.
A desconfiança desarmoniza as vidas e a amizade equilibra as mentes, dulcificando os corações. Na área dos amores de profundidade, a presença da amizade é fundamental.
Ela nasce de uma expressão de simpatia, e firma-se com as raízes do afeto seguro, fincadas nas terras da alma. Quando outras emoções se estiolam no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira devotada dos homens que se estimam. Se a amizade fugisse da Terra, a vida espiritual dos seres se esfacelaria.
Ela é meiga e paciente, vigilante e ativa. Discreta, apaga-se, para que brilhe aquele a quem se afeiçoa. Sustenta na fraqueza e liberta nos momentos de dor. A amizade é fácil de ser vitalizada. Cultivá-la, constitui um dever de todo aquele que pensa e aspira, porquanto, ninguém logra êxito, se avança com aridez ou indiferente ao elevo da sua fluidez. 

Quando os impulsos sexuais do amor, nos nubentes, passam, a amizade fica. 
Quando a desilusão apaga o fogo dos desejos nos grandes romances, se existe amizade, não se rompem os liames da união. A amizade de Jesus pelos discípulos e pelas multidões dá-nos, até hoje, a dimensão do que é o amor na sua essência mais pura, demonstrando que ela é o passo inicial para essa conquista superior que é meta de todas as vidas e mandamento maior da Lei Divina.

Divaldo Pereira Franco.
Da obra: Momentos de Esperança.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
LEAL.
obs:  LI  ESSE TEXTO  EM  UM  BLOG QUE EU SIGO, ADOREI,  E POR ISSO RESOLVI PLUBLICÁ-LO  AQUI. 
PENSO QUE AS VERDADES PRECISAM SER DIVULGADAS POR TODOS OS CANTOS DA TERRA,  ASSIM, PEÇO LICENÇA AO BOLG Consciência da Alma PARA FAZER MINHAS TAMBÉM, ESSAS LINDAS PALAVRAS. 

sábado, 26 de maio de 2012

RECONHECIMENTO PÚBLICO



Precisamos refletir muito, sobre este fato.
Que tipo de reconhecimento desejamos?
Que peso terá em nossas atitudes diárias, a falta desse reconhecimento?
Quem, queremos que reconheça nossos feitos?
É tão importante assim, sermos reconhecidos por algo que desenvolvemos?
Onde fica a linha divisória entre, não ser reconhecido e ter o orgulho ferido?
Será que, ser reconhecido publicamente é mais importante que lutar por aquilo em que se acredita?
Ou será que, o grande ideal é ser reconhecido publicamente?
Perguntas soltas no ar, mas, se refletidas ponderadamente podem nos ajudar a entender qual a nossa real busca diária.
No mundo capitalista esse reconhecimento pode representar o progresso profissional de um indivíduo, muito louvável se for este o caso, mas em assuntos espirituais o reconhecimento pode gerar muitas discenções.
EX: Se educamos bem um filho, é mais importante vê-lo realizado por conta desta boa educação, portanto, não será necessário que ele fique dizendo que nos é grato por isso.
Se ficarmos cobrando isso dele, instalar-se-á uma desunião amarga que o afastará de nós criando uma infelicidade geral.
O mesmo acontece quando realizamos uma tarefa importante para a humanidade, o reconhecimento que nos deveria interessar é a contemplação de um povo em vias de regeneração através de nossa tarefa bem realizada.
Entretanto, infelizmente muitas vezes o que nos interessa é o reconhecimento público do que fizemos, os aplausos. E q
uando esse reconhecimento público chega, via de regra, não estamos preparados para as consequências que ele desencadeia. A pior delas é que, poderá trazer consigo uma “pá”.

Com esta “pá” que recebemos do reconhecimento público, desencavamos sentimentos adormecidos como: inveja, pois alguém será mais citado que nós, revolta, pois acharemos que faltou impolgação ao citar nosso nome, angustia, pois o reconhecimento demorou muito a vir, raiva, pois alguém que nada fez pode ter pêgo “carona” neste reconhecimento, ódios , pois sempre,  alguém achará que nós não merecemos tanto assim, etc, etc...
Enfim, sermos reconhecido por algo que “fizemos bem” pode ser considerado como uma faca de dois cortes afiadissímos, conclui-se então, sofreremos de qualquer forma.
Quase sempre, o anonimato é uma proteção infalível, pois nos proteje da "exumação" desses tais sentimentos, entretanto, para que esta proteção funcione, precisamos saber o quê nos move.
Queremos fazer ou queremos aparecer?

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Satisfações aos Leitores

Queridos leitores,
Peço perdão por não ter postado nenhum texto recentemente,  estou trabalhando além do tempo que possuo.
No próximo mês vou me corrigir e voltarei a postar regularmente.
Abraços a todos

domingo, 18 de março de 2012

NOVO OLHAR PARA O PLANETA

O mundo tem exigido que cada vez mais façamos a nossa parte sob o conceito da sustentabilidade.
Durante séculos o esquecimento em relação às questões ambientais foi impressionante, não sabíamos ou não quisemos saber das conseqüências que teríamos ao massacrar a natureza como fizemos.
Desperdício de água, destruição das florestas e matança dos animais, fomos cruéis!
Mas, estamos despertando para o bem de toda a humanidade.
Hoje se fala muito em sustentabilidade, do politicamente correto, apesar de que muitas pessoas trabalham com esse conceito já há algum tempo sem se preocuparem com modismo.
E este assunto deve ser sempre discutido nos circulos de relacionamentos sociais, pois a participação e responsabilidade é de todos nós, portanto, onde estivermos, nos pontos de ônibus, de táxi, nos parques, nas ruas, devemos sim nos preocupar com que fazemos. 

Enfim, todos os temas voltados à cidadania, direitos e deveres, deveriam fazer parte do nosso repertótio de preocupações do cotidiano.
Fixemos em nossa memória que não devemos jogar papeis nas ruas, lixos nos mares, rios e córregos, que devemos economizar água, cuidar da natureza, dos animais, nos convencer sobre o perigo das sacolas plásticas para o meio ambiente e para os animais marinhos, ler mais para saber o que é aquecimento global, aprender sobre a importância do maior reservatório subterrâneo do mundo o Aqüífero Guarani.
É uma nova maneira de se entender o mundo com suas limitações, as fontes da natureza podem se esgotar se não tomarmos decisões rápidas.
Assim, fazendo a nossa parte: reciclando, transformando e recriando, evitando desperdícios, materiais que seriam jogados no lixo, podem ser transformados em lindas peças decorativas e funcionais, atravéz do artesanato de baixo custo.
Trabalhando com este novo olhar, divulgando e propagando esta nova consciência de cidadão preocupado com o Planeta onde vive, estaremos também fazendo a parte que nos cabe neste Universo.

Literalmente o Planeta está em nossas mãos!
( Texto de Rose Cruz para a revista GestAção, adaptado para o blog Aprendendo à Aprender)

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Crianças e jovens


Vamos prestar mais atenção nas crianças e jovens, principalmente os que são orfãos. 
Se soubessemos o quanto é triste ser só e abandonado, sobretudo na infância e na juventude. A falta do alimento do corpo e da alma nesta idade, faz com que se tornem pessoas amargas.
Deus permite que haja este estado de dor,  dando-nos a oportunidade de servir de pais e protetores, mas também, ensina estes seres vindos de outras existências, atravéz do sofrimento, já que tiveram pais amorosos um dia e não lhes deram o devido valor.
A nós seres operosos no bem, cabe amparar aos seres abandonados, evitando que sofram fome e frio, dirigindo-lhes a alma, a fim de que não deslizem para o vício!  Doemos os bens materiais delicadamente, em forma de amor, juntando ao benefício que fizermos o mais precioso de todos os benefícios: uma boa palavra, uma carícia, um sorriso amistoso. Todo sofredor é nosso irmão e merece ser atendido com amor.

sábado, 28 de janeiro de 2012

PERANTE OS ANIMAIS


Abster-se de perseguir e aprisionar, maltratar ou sacrificar animais domésticos ou selvagens, aves e peixes, a título de recreação em competições obstinadas e sanguinolentas. Há divertimentos que são verdadeiros delitos sob disfarce. 

No contacto com os animais a que devote estima, governar os impulsos de proteção e carinho, a fim de não cair em excessos obcecantes, a pretexto de amá-los. Toda paixão cega a alma. Esquivar-se de qualquer tirania sobre a vida animal, não agindo com exigências descabidas para a satisfação de caprichos alimentares nem com requintes condenáveis em pesquisas laboratoriais, restringindo-se tão-somente às necessidades naturais da vida e aos impositivos justos do bem. O uso edifica, o abuso destrói. Opor-se ao trabalho excessivo dos animais, sem lhes administrar mais ampla assistência. 
A gratidão também expressa justiça. No socorro aos animais doentes, usar os recursos terapêuticos possíveis.   
Apoiar, quanto possível, os movimentos e as organizações de proteção aos animais
através de atos de generosidade cristã e humana compreensão. 

Os seres da retaguarda evolutiva alinham-se conosco em posição de necessidade perante a lei. 

(trecho do livro Conduta Espírita)
 “Todas as vossas coisas sejam feitas com caridade.” * Paulo. (I CORÍNTIOS, 16:14.)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A REALIDADE DOS SONHOS


O sono liberta, em parte, a alma do corpo. Quando dormimos, estamos momentaneamente no estado em que o homem se encontra após a morte.
Os Espíritos que logo se desligam da matéria, quando desencarnam, têm um sono consciente.
Durante o sono, reúnem-se à sociedade de outros seres superiores e com eles viajam, conversam e se instruem; trabalham até mesmo em obras que depois encontram prontas, quando, pelo desencarne, retornam ao mundo espiritual.
Isso deve nos ensinar uma vez mais a não temer a morte, uma vez que praticamente morremos todos os dias.
Isso para os Espíritos elevados; mas para o grande número de homens que, ao desencarnar, devem permanecer longas horas nessa perturbação, nessa incerteza da qual já vos falaram, esses vão, enquanto dormem, a mundos inferiores à Terra, onde antigas afeições os evocam, ou vão procurar prazeres talvez ainda mais baixos que os que têm aí; vão se envolver com doutrinas ainda mais desprezíveis, ordinárias e nocivas que as que professam em vosso meio.
O que gera a simpatia na Terra não é outra coisa senão o fato de os homens, ao despertar, se sentirem ligados pelo coração àqueles com quem acabaram de passar de oito a nove horas de prazer.
Isso também explica as antipatias invencíveis que sentimos intimamente, porque sabemos que essas pessoas com quem antipatizamos têm uma consciência diferente da nossa e as conhecemos sem nunca tê-las visto com os olhos.
Explica ainda a nossa indiferença, pois não desejamos fazer novos amigos quando sabemos que há outras pessoas que nos amam e nos querem bem. Em uma palavra, o sono influi mais na vossa vida do que pensais.
Durante o sono, os Espíritos encarnados estão sempre se relacionando com o mundo dos Espíritos e é isso que faz com os Espíritos Superiores consintam, sem muita repulsa, em encarnar entre vós.
Deus quis que em contato com o vício eles pudessem se renovar na fonte do bem, para não mais falharem, eles, que vêm instruir os outros.
O sono é a porta que Deus nos abriu para entrarmos em contato com nossos amigos já desencarnados; é o recreio após o trabalho, enquanto esperam a grande libertação, a libertação final que deve devolvêr-nos a nosso verdadeiro meio.
O sonho é a lembrança do que o Espírito viu durante o sono; mas notemos que nem sempre sonhamos, porque nem sempre nos lembramos do que vimos.
É que a alma não está em pleno desdobramento. Muitas vezes, apenas fica a lembrança da perturbação que acompanha a partida ou a volta, à qual se acrescenta a do que fizemos ou do quenos preocupa no estado de vigília; sem isso, como explicarmos esses sonhos absurdos que temos tanto os mais sábios quanto os mais simples? Os maus Espíritos se servem também dos sonhos para atormentar as almas fracas e medrosas.
Portanto, os sonhos são o produto da emancipação da alma, que se torna mais independente pela suspensão da vida ativa e de convivência.
Daí uma espécie de clarividência indefinida, que se estende aos lugares mais afastados ou jamais vistos e algumas vezes até a outros mundos; daí ainda a lembrança que traz à memória acontecimentos realizados na existência atual ou em existências anteriores; a estranheza das imagens do que se passa ou do que se passou em mundos desconhecidos, misturadas com coisas do mundo atual, formam esses conjuntos estranhos e confusos que parecem não ter sentido nem ligação entre si.
A incoerência dos sonhos se explica ainda por lacunas que a lembrança incompleta do que nos apareceu em sonho produz.
Isso seria como numa narração a qual se tenham truncado frases ao acaso, ou parte de frases; os fragmentos restantes reunidos perderiam toda a significação. 
(Trecho de: O Livro dos Espíritos)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A CULTURA DE "VIDA" PROÍBE FALAR DE "MORTE"


Ouvimos diariamente, mensagens sobre a necessidade de refletir perante os atos corriqueiros da vida, para ter uma certa paz na vida futura, mas em verdade, essa reflexão verdadeiramente quase nunca acontece, porque queremos pensar sempre em viver agora.

Entretanto, tudo muda diante da partida para o mundo espiritual de alguém próximo, seja um familiar ou um amigo que conhecemos durante toda a nossa existência.

Mesmo não querendo pensar no assunto è muito difícil não refletir; nós analisamos cada gesto, cada atitude que tomamos em relação àquela pessoa ou mesmo os diálogos que mantivemos antes que ela morresse.

Na realidade agimos assim, porque é essa condição que nos colocamos diante da “morte”, sempre “pós”quando o certo seria, fazer esta reflexão sempre  “antes” do acontecimento.

Mas, esbarramos em um ponto terrível de nossa vida, falar sobre a morte ou admitir que nosso ente querido possa morrer, porque na maioria das vezes esse assunto é proibido dentro dos circulos familiares, independente de nossas convicções religiosas.

Pode não parecer, mas o medo de falar e de aceitar o fato de que poderemos morrer de um momento para o outro, não tem nada ver com religião, é sim uma questão de cultura.

É isso mesmo, nós aprendemos desde pequenos que não se pode falar em “morte” porque poderemos magoar alguém que está ou que tem um parente doente, ou porque pode trazer “maus presságios” , ou estaremos “agorando” alguém ou ainda porque é feio, enfim falar de “aceitação da morte” é ser de modo geral“pessimista”.

Então, eu fico pensando... se o nosso caminho é esse "voltar de onde viemos" só posso concluir que, a nossa cultura aqui na Terra é que está errada, porque se não podemos falar praticamente nunca sobre a morte com os nossos filhos, pais, avós e amigos, então quando nos deparamos com ela, temos a visão de algo arrasador que veio para destruir, quando na verdade ela é natural e necessária para que haja a renovação da humanidade a qual pertencemos.

Acho que, independente da religião que praticamos precisamos mudar esta “cultura avessa”, porque a única certeza que temos do futuro é que iremos morrer, partir ou desencarnar, que cada um use o verbo que achar melhor, mas que tomem a atitude de falar mais no assunto"morte" dentro dos lares como disciplina didática; talvez os mais velhos continuem não aceitando o assunto, mas as nossas crianças cresceram cientes de que isso é algo natural.

Vamos sim falar mais da morte, não desejando-a como castigo para alguém, mas fazendo-a existir em nosso universo de possibilidades durante a vida, porque talvez assim, teremos a oportunidade de sofrer apenas de saúdade quando alguém querido se for e não de desespero ou de revolta achando que DEUS foi injusto nos tirando alguém que amamos.

domingo, 23 de outubro de 2011

Quem gera Quem?




Hoje, eu gostaria de expor o meu “ponto de vista” sobre um assunto muito delicado, ( a utilização de óvulos e espermas de doadores anônimos em casais que não podem gerar seus próprios filhos) e farei esta abordagem apenas como observadora dos acontecimentos e de seus efeitos, pois nem tenho capacitação para expressar-me de uma outra forma, e o objetivo é somente sugerir aos leitores do blog, para que façam uma reflexão.
Tenho certeza que cada pessoa chegará a uma conclusão pessoal satisfatória.
Uma emissora de TV , colocou no ar duas novelas que sugerem em seu contexto a prática da “inseminação artificial com material genético colhido de doadores anônimos”, que no primeiro momento seria a solução para todos os casais inférteis do planeta, pelo menos para aqueles que podem pagar pelo procedimento.
Mas o que me chamou a atenção, foi o fato destes doadores serem “anônimos”, isto significa que algumas pessoas poderão fazer uso dos materias de um mesmo doador.
Em minhas reflexões cheguei a conclusão que o assunto é preocupante, pois biológicamente falando os doadores anônimos é quem são os verdadeiros pais dos indivíduos resultantes desse processo.
Acontece que, estes pais biológicos também tem suas próprias famílias constituídas de filhos e filhas, e com a globalização ativa e as tecnologias cada vez mais acessíveis, as pessoas estão mais perto umas das outras.
Seguindo esta linha de raciocínio podemos aceitar a ideia de que estes “irmãos” desconhecendo suas origens, poderão se encontrar, namorar , casar e gerar filhos.
Não quero colocar o assunto sob o ponto vista moral, isso seria extremamente desesperador e inadmissível para qualquer segmento religioso.
Mas basta uma análise sob os olhos da Ciência, para entender que as consequências são muito significativas, pois todos sabem que, a união entre pessoas ou o acasalamento entre animais com parentesco sanguineo poderá gerar rebentos com deficiências congênitas, isto é, com doenças adquiridas desde a concepção.
Bem, na criação de animais, os criadores tomam bastante cuidado para evitar esta situação, mas e entre as pessoas; como gerênciar isto? Como eu já citei, a globalização e os produtos tecnológicos propciam os encontros, então a possíbilidade mesmo que remota, existe.
Acredito que seria de grande importância, que estes “casais candidatos” refletissem bastante antes de se submeterem a estes processos de inseminação, principalmente de doadores anônimos, pois o amor e a educação que é o produto que oferecemos aos filhos, podem ser distribuídos de muitas maneiras diferentes, e em contra-partida existe um número imenso de indivíduos abandonados e esquecidos pela sociedade neste Planeta.
A Ciência está descobrindo várias formas de superar as deficiências reprodutivas dos Seres, mas também é preciso observar até que ponto estas conquistas poderão ser implantadas em nossas vidas, sem que venha ferir a conduta moral dos maiores envolvidos, que são as pessoas geradas neste processo.
Para ajudar nesse controle de atitudes, é importante lembrar o que disse o Apóstolo Paulo em (1Cor, 6-12).:
“Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas não me deixarei escravizar...”


                    ou
 
"Everything is permissible for me"--but not everything is beneficial. "Everything is permissible for me"--but I will not be mastered by anything. 


                                      ( Cida Ferreira )

terça-feira, 11 de outubro de 2011

"PONTO DE VISTA" sobre : O Filme dos Espíritos

Fui assistir "O Filme dos Espíritos".
Gostei muito, pois o assunto foi tratado de uma forma sóbria, sem fanatismos, nem ufanismos...enfim...apenas sob o ponto de vista de uma realidade que todos um dia terão acesso, acho até que chega ser um pouco "intelectual".
Acredito que quem estiver com a mente aberta, conseguirá absorver o conteúdo.
Mas é preciso prestar atenção nos detalhes! O filme não fala sobre religião, apenas trata os fatos inexoráveis ligados a nós, como: nascer, conviver e morrer. Decididamente não é um filme feito especificamente para Espíritas, mas sim para todas as pessoas que carregam questionamentos sobre os tópicos acima, o publico de modo geral pode assistir apenas para usa-lo como estudo e reflexão perante suas convicções. Vale conferir!!!
                                                                                 (Cida Ferreira)